Tenho acompanhado há algum tempo na FOLHA, as notícias sobre rebaixamento de notas de títulos americanos e europeus por agências de "rating" e sinceramente, eu achava que por não entender nada de finanças e economia, eu deveria mesmo estar ficando gagá por achar que talvez, somente talvez, elas estivessem um pouco equivocadas. Afinal, aparentemente todo o mundo está dando muito crédito às previsões delas.
Aí, abro o jornal hoje, e leio lá a coluna do Clovis Rossi, "O momento "Tea Party" da S&P" e percebo que mesmo sem entender de economia, meu bom senso não está de todo perdido. O Rossi escreve de uma forma tão clara, que até eu que não entendo bulufas desse assunto, consigo entender que talvez haja um certo exagero e muita especulação política nessas notas de rebaixamento.
Parece que essas agências adoram espalhar o caos e o terror, atribuindo notas para possíveis calotes de países que já têm problemas suficientes para enfrentar, principalmente agora com as eleições de 2012 nos EUA se aproximando.
(Ai Obama, que batata quente você pegou!!)E como escreveu o Rossi, fica impossível adivinhar como estará uma economia potente como a Americana daqui há dez anos.
Eu queria ter uma bola de cristal como a que essas agências parecem ter.
(Meu texto publicado no Painel do Leitor - pág A3 - do jornal Folha de São Paulo em 08/11/2011)
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