terça-feira, 25 de outubro de 2011

"ESTAR" só não é a mesma coisa que "SER" só!


Quase sempre as pessoas estranham quando digo que gosto de estar só.
Elas me olham com um ar de espanto e incredulidade, como se eu estivesse mentindo ou fingindo.
Estar sozinha não me impede de fazer tudo que realmente gosto e não me impede de ser feliz.
Vou ao cinema, vou às compras, divirto-me escrevendo, lendo, brincando com meus cachorrinhos, assistindo meus filmes e séries prediletas.
As vezes sinto dificuldade para conversar com certas pessoas que pensam estar sempre certas sobre tudo. É tão tedioso estar com alguém que está sempre com a razão!
Errar e mudar de opinião faz parte do amadurecimento e do crescimento da gente.
Eu gosto de pensar, e pensar muitas vezes é muito melhor que conversar, dependendo do interlocutor que você tem a sua frente.
Faço o que quero, quando e como quero, na medida do possível é claro, e sem passar por cima das pessoas como um rolo compressor (pelo menos, não intencionalmente...ahahaha!!!!)
Isso é ser egoísta? Talvez. 
Mas pelo menos não levo ninguém comigo quando mergulho na escuridão das minhas tristezas e a grandiosidade de minhas alegrias são compartilhadas com poucos, mas verdadeiros amigos.
Sou feliz comigo mesma. Não preciso de ramificações para me sentir completa.
Não sei se daqui a dez anos continuarei me sentindo assim, porque se há algo que aprendi é que as prioridades de hoje são as coisas menos importantes de amanhã.
Quando estendo minha canga na areia da praia e me deito sob o sol, as pessoas ao redor estranham a minha solidão. Acho que sentem pena de mim.
Mal sabem elas que estou em paz, radiante, curtindo cada momento avidamente.
Quando faço minhas caminhadas pela manhã, é o meu momento. Momento de pensar, de rezar, de sonhar.
Aprecio não ter de me explicar o tempo todo e poder ser eu mesma para variar.
Amo meus verdadeiros amigos, que são poucos, e principalmente aqueles que respeitam meu modo de ser e não impõem suas opiniões de como eu poderia ser mais feliz se...
Não tenho “se...”.
Sou feliz assim, gosto de ser assim e serei assim até que alguém ou algo me faça mudar de opinião.
Estar só não é estar solitário.
Para mim estar só é aprender a me conhecer e tentar me tornar uma pessoa um pouco melhor.
Solidão é sentir-se só estando cercada de pessoas.
Solidão é nunca ter o suficiente e querer sempre mais.
Solidão é não gostar de si próprio.
E quando encontro alguém a quem amo, quando demonstro meu afeto e digo a essa pessoa o quanto é bom tê-la comigo naquele instante, estou sendo totalmente sincera, pois não condiciono a minha felicidade a sua presença constante. 
(Júlia Bellini)


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